A cachoeira do Abade é uma das muitas atrações naturais em Pirenópolis, essa cidade super charmosa no coração do cerrado a apenas 150km de Brasília e 130km de Goiânia. Quem mora nessas cidades provavelmente já visitou. E pra você que quer conhecer a região, saiba que não faltam motivos para aproveitar!
Já falamos aqui no blog sobre o sensacional brunch da Fazenda Vagafogo e em breve vamos escrever também sobre opções de hospedagens e outros atrativos. Hoje, compartilhamos nossa experiência na Reserva do Abade e, especialmente, em suas duas trilhas e na cachoeira que leva o seu nome (lá no final do post vamos passar os preços, horários de funcionamento etc).
A cachoeira do Abade fica a apenas 15km do centro de Pirenópolis (boa parte em estrada de terra)
Chegar na Reserva do Abade demora de 30 a 40 minutos de carro, dependendo de onde você estiver hospedado. Parte do percurso (cerca de 9 km) é feito em uma estrada de terra que, se não está tão lisinha, também não é nenhuma pedreira. Fomos em um carro compacto e não tivemos problema algum, tirando a poeira.
Duas trilhas, seis mirantes e seis cachoeiras, incluindo a cachoeira do Abade
Lá na Reserva do Abade existem duas trilhas. A menor chama Trilha do Abade e te leva – você acertou, rsrs – à cachoeira do Abade, que é a principal e mais bonita. O caminho é super tranquilo, já que tem apenas 500 metros de distância e um declive suave. Além disso, é todo calçado e, por isso, daria pra fazer até levando um carrinho de criança. Nessa ocasião, fomos sem os meninos, mas daria para levá-los nessa primeira trilha sem problemas, na nossa opinião.
Como falamos, ela leva à cachoeira do Abade, que é uma delícia! Ela tem 22 metros de queda e uma faixa de areia grande, que também é super agradável.
A mesma trilha também te leva à cachoeira do Cânion, que é linda, porém não é tão amigável para crianças.
Eu do lado da cachoeira. Tava muito frio!
A outra trilha, de 2,5km de distância, é chamada Trilha do Vale e já é um pouco mais puxada, por isso não achamos que daria para levar as crianças. Ela não é toda calçada e alguns trechos são muito íngremes e irregulares. No caminho, você passa por quatro cachoeiras, um aquário natural, seis mirantes e uma ponte suspensa muito legal, a ponte da Tremedeira! Vendo os vídeos dá pra entender o nome, rsrs.
Bruna na Trilha do Vale, na reserva do Abade.
Ao final dessa trilha, também é possível chegar na cachoeira do Abade. Ou seja, no final das contas, vale a pena fazer ambas.
Ponte da Tremedeira, uma atração à parte dessa cachoeira em Pirenópolis
A ponte da tremedeira tem 25 metros de altura e 50 metros de comprimento. Ela fica suspensa sobre um vale onde corre o rio das Almas. Atravessar a ponte foi a parte mais legal dessa trilha. A desvantagem é que, por ser uma travessia controlada (só podem passar algumas pessoas de cada vez), acaba formando uma fila dependendo da hora em que você chega. Na verdade, não é nada que vá te desanimar de conhecer, mas algo que você deve saber. Dependendo da quantidade de pessoas, você pode ter que ficar um tempinho esperando no sol quente.
Na foto abaixo, dá pra ver as pessoas esperando na escada de acesso à ponte (embaixo e à direita na foto).
Boa estrutura na cachoeira do Abade
Eles têm uma boa estrutura por lá, incluindo recepção, estacionamento amplo, banheiros, restaurante e parquinho. Sinceramente, não sentimos falta de nada.
Por causa da pandemia, o acesso estava limitado a 200 pessoas por dia. Alem disso, você precisa comprar os ingressos com antecedência. Portanto, não vá sem checar a disponibilidade previamente porque, geralmente, os ingressos acabam alguns dias antes.
Nós dois na cachoeira do Abade.
Fique atento à previsão do tempo em Pirenópolis
A cachoeira do Abade não é a mesma durante o ano todo: na época da seca (de maio/junho até setembro/outubro), a queda d’água vai ficando cada vez mais fraca e o poço, cada vez menor. Por outro lado, a faixa de areia aumenta. Quando vêm as chuvas a partir do final do ano, acontece o contrário.
Além disso, é muito mais agradável visitá-la num dia ensolarado. Para garantir isso, fique sempore de olho na previsão do tempo.
Uma dica importante é ir cedo à cachoeira do Abade
Deixamos essa dica por último, mas talvez seja o ponto que achamos mais importante: nossa experiência foi muito melhor porque optamos por ir cedinho. Chegamos lá às 9:30 e fomos o segundo carro a estacionar. Ao invés de fazer a trilha maior primeiro (como a maioria faz), decidimos ir primeiro na cachoeira do Abade para depois conhecer todo o resto.
Sabe qual foi o resultado? Ficamos 40 minutos só nós dois na cachoeira (e os salva-vidas), o que foi ótimo! Nadamos, fotografamos e até subimos o drone sem receio de incomodar ninguém.
Só quando saímos da cachoeira é que as primeiras pessoas começaram a chegar lá.
Mais tarde, depois de fazer a Trilha do Vale, a maior delas, decidimos passar de novo na cachoeira do Abade só para ver como estava o movimento. Eram umas 13hs e havia umas 70 pessoas lá! Ou seja, não temos dúvida nenhuma de que aproveitar a cachoeira sozinhos foi muito mais legal!
Reserva e cachoeira do Abade: informações adicionais
Site: https://www.cachoeiradoabade.com.br/
Preço: R$40,00 (adultos), R$20 (crianças de 6 a 12 anos, idosos de 60 a 69 anos), grátis para os demais.
Horário de funcionamento: 9 às 16hs
Instagram: www.instagram.com/cachoeiradoabade_
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